quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Tarô & Sexo - A JUSTIÇA

Estes significados são especificamente sobre o tipo sexual dos Arcanos.
Significados dos símbolos, existentes na imagem de cada lâmina, relacionados com a vida sexual.


XI - A JUSTIÇA e o SEXO

Uma mulher coroada está em um trono entre dois pilares. Tem na mão direita uma espada e na esquerda uma balança. 
Por trás uma cortina cor de púrpura.


A coroa denota excelência, realização, lideranças.
Os pilares escuros, símbolos fálicos, não têm capitéis (extremidade superior de uma coluna) com a forma de botões entreabertos, significativa do orgasmo.
A espada de ponta para cima, embora também simbolize o membro viril, tem cor escura.
As balanças exprimem a necessidade de equanimidade (serenidade de espírito) e de equilíbrio.



A palavra Justiça lembra a aspiração ao equilíbrio nas atividades genitais. Por conseguinte, a mensagem dos membros viris escuros é que eles ficaram assim escuros pela sua incontinência.



A Justiça natural condena órgãos sexuais sem moderação. Entretanto, não nega supremacia do pênis, principalmente, quando erecto. Daí o seu interesse no funcionamento do sexo e portanto moderação do espírito hipercrítico. Essa natureza justa não pode ser coagida, durante a união sexual, mas dará plena liberdade ao corpo e a paixão, que participará da função. Ela não corresponde a um beijo roubado ou forçado, mas se entregará nos braços de um ardente parceiro que, apesar de todos os obstáculos, obteve os seus puros favores.


Segundo a Justiça, o trabalho deve ser recompensado e portanto influi no sentido de um homem obter aquilo por cuja obtenção ele esforçou-se. Por outro lado, ela não admite que o homem deva gozar do sexo, somente porque o sexo existe.

Quando as criaturas de tipo subordinado ao espírito de Justiça têm de se decidir, entre dois pretendentes, devido ao seu senso de igualdade e justiceiro, ambos provarão do fruto do seu esforço. Quando por sua probidade (integridade) a criatura com espírito de justiça atende a dez homens, ela defronta-se com a maledicência, sendo muitas vezes acusada de excessos sexuais, de promiscuidade, o que em sentido elevado não é verdade. Ela apenas concede a cada um aquilo que esse indivíduo merece.

A pessoa dotada do senso de justiça não cederá o seu corpo, amor, paixão, ou sexualidade, enquanto não julgar a cessão correta e justa. Analisa a paixão animal, não sente prazer com um pênis agressivo. Mas, o membro viril que obtiver a sua merecida submissão, verá que ela é mais apaixonada do que as mais luxuriosas mulheres.


Em uma consulta, esta lâmina significa: paixão equânime (equilibrado); correção no afeto concedido; probidade na escolha dos parceiros para a cópula.
Sugere que a atividade genital está na reta proporção do objetivo erótico, que o êxtase do orgasmo não é uma brincadeira e sim a recompensa de um esforço.










Lucia



Referência:
O Significado Sexual do Tarô - Theodor Laurence



O Tarô aconselha, não obriga.
"Prevenir é defender em devido tempo".

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Tarot e as Associações Terapêuticas


 As cartas do tarô e as possíveis associações terapêuticas: 



O tarô utiliza-se dos arquétipos do inconsciente coletivo para nos mostrar, por meio de importantes mensagens, aspectos nossos abandonados ou deixados de lado por alguma motivação consciente ou não. A sincronicidade entra na escolha de cada uma das cartas pelo consulente ou pelo tarôlogo. O consulente concentra-se em um determinado aspecto de sua vida. O tarô responderá de acordo com a energia psíquica que aquela pessoa desprende no momento da jogada.




O Louco “O louco é o andarilho, enérgico, ubíquo e imoral” (Nichols, 1980).
No processo terapêutico: Representa a pessoa que precisa soltar-se mais, precisa esquecer o passado, as mágoas e impulsionar em direção à vida e ao futuro. Pode representar pessoas que tem um louco dentro de si, mas tornaram-se metódicas e enfadonhas, atingindo um alto grau de depressão ou desespero sem motivo. Pode evocar estados de síndrome do pânico, onde toda a energia represada precisa ser solta de alguma maneira. Também evoca a energia presa que gera estados de Transtorno Obsessivo Compulsivo. 



O Mago“O mago é capaz de realizar sua mágica diante de nós, bastando para isso que assistamos às suas representações.” (Nichols, 1980).
No processo terapêutico: Representa o adolescente, que acaba de começar a sua jornada ou alguém que acaba de começar uma coisa nova. Pessoas muito ligadas com o superficial, identificadas quase que totalmente com o ego, que precisam do outro para se sentir queridas, amadas ou reconhecidas. Falta de reconhecimento da realidade, pessoas muito iludidas ou presas a fantasias.


A Sacerdotisa “Dela é o reino da profunda experiência interior; dela não é o mundo do conhecimento exterior” (Nichols, 1980).
No processo terapêutico: Representa a pessoa que não consegue se ligar à sua espiritualidade por não estar ligada ao seu lado feminino. São mulheres com dificuldades no feminino sagrado e homens que não conseguem acessar sua porção mulher, gerando machismo e falta de respeito pelo feminino. Mulheres que perderam a intuição por conta do mundo competitivo em que vivemos e do acúmulo de tarefas. Pessoas que, em geral, precisam refazer seu contato com o seu espírito. Mulheres com forte TPM por conta desse distanciamento.



A Imperatriz “É, portanto, a Imperatriz quem faz às vezes de ponte entre o Mundo Mãe de inspiração e o Mundo Pai de lógica e laboratórios...” (Nichols, 1980).
No processo terapêutico: Pessoa travada no seu processo criativo por afastamento do seu lado feminino. Falta de inspiração para mudar o que precisa ser mudado. Excesso de “amor”, relacionamentos destrutivos e sufocantes. Falta de fertilidade e de prosperidade. Excesso de dramaticidade do real. Pessoa ciumenta e invejosa.


O Imperador “Aqui começa o mundo patriarcal da palavra criativa, que inicia o domínio masculino do espírito sobre a natureza.” (Nichols, 1980).
No processo terapêutico: Falta de senso prático. Excesso de ilusões e fantasias. Falta de concretude. Problemas com figuras de poder, como chefes. Racionalizar demais como mecanismo de defesa. Falta do princípio da ação, pessoa acomodada. Falta contato com a realidade, vive no mundo mental, das idéias sem concretizar nada. Problemas em se destacarem do todo e em encontrar soluções na vida profissional.


O Sumo Sacerdote – “... a personificação exteriorizada da luta do homem pela conexão com a divindade – da sua dedicação à busca do significado, que coloca o homem acima dos animais” (Nichols, 1980).
No processo terapêutico: Perda da ponte entre Deus e o homem. Crenças infundadas. Necessidade do outro para ver suas próprias questões. Projeção. Inveja. Falta de consciência do seu poder espiritual. Complexo de herói. Afastamento da parte sagrada do Self. Fanatismo religioso.



O Enamorado – “Podemos ver nesse moço a personificação do jovem e vigoroso ego, pronto para enfrentar a vida e seus problemas sem a ajuda de ninguém.” (Nichols, 1980).
No processo terapêutico: Fragilidade do ego. Fraqueza para tomar decisões. Excesso de indecisão. Processo de fuga dos conflitos. Excesso de fantasia como fuga da realidade. Não consegue se conectar com a mãe interna, não cortou o cordão umbilical da mãe real. Dependência emocional. Imaturidade.


O Carro “ A jornada exterior não é apenas um símbolo da jornada interior, mas também o veículo para o nosso autodescobrimento” (Nichols, 1980).
No processo terapêutico: Inflação do ego. Falta de equilíbrio e discernimento. Ter energia, mas não ter objetivos claros. Instabilidade emocional. Somatização de doenças por conta do emocional. Estados de mania e ansiedade. A pessoa que “coloca o carro na frente dos bois”. Medos infundados. Estagnação. Medo de tomar as rédeas e de dirigir.



A Justiça“O equilíbrio é a base da Grande Obra” (Aforismo alquímico apud Nichols, 1980)

No processo terapêutico: Estado de regressão infantil. Pessoa que usa a raiva contra os outros e comete crimes. Auto-culpa acentuada. Falta de equilíbrio mental. Mudanças repentinas de humor. Em casos mais graves Transtorno Bipolar (estados alternados de mania e depressão). Falta de responsabilidade. Sentimento de injustiça.


O Eremita – “... o frade aqui retratado personifica uma sabedoria que não se encontra em livros”. (Nichols, 1980).

No processo terapêutico: Sentir solidão por distância do si mesmo (vazio da alma). Fanatismo religioso. Depressão. Projeção em figuras místicas ou religiosas. Falta de sabedoria com as experiências. Retirar-se da vida por vontade própria. Falta de senso de observação e dificuldade de introspeção. Pessoa espiritualmente atacada. Superficialidade. Desligamento do Eu Superior.




A Roda da Fortuna “... estamos presos no intérmino girar predestinado da Roda da Fortuna? Ou essa carta nos oferece outras mensagens, mais cheias de esperança?” (Nichols, 1980).

No processo terapêutico: Estagnação. Envolver-se demais com os problemas externos desconsiderando a sua essência. Não aceitação dos fatos da vida como naturais e excesso de sofrimento por isso. Pessoa dramática e vitimesca. Pessoa que não consegue acessar transformações e mudanças necessárias à evolução humana e espiritual. Pessoa presa ao passado, que espera que sempre as coisas se repitam. Não consegue mudar o comportamento e, consequentemente, não consegue mudar as coisas. Precisa entender a relação entre seu interno e seu externo.

A Força “As energias outrora empenhadas na adaptação exterior começarão agora a preocupar-se mais com o crescimento interior” (Nichols, 1980).
No processo terapêutico: Lado emocional exacerbado. Ser dominado pelas emoções. Falta de controle da raiva e do ódio. Violência. Doenças psicossomáticas. A pessoa não consegue aceitar as suas emoções e elas acabam o engolindo. Fraqueza física e emocional. Sexualidade desequilibrada. Indecisão quanto à própria identidade sexual.



O Enforcado“Com as mãos amarradas atrás das costas, o Enforcado se acha tão indefeso quanto um nabo. Está nas mãos do Destino” (Nichols, 1980).
No processo terapêutico: Falta de coragem para abandonar o velho e conquistar o novo. Acomodação extrema. Necessidade de se voltar para dentro para voltar como uma pessoa renascida. Deixar-se nas mãos do Destino.



A Morte “Na natureza nada se perde. O rei está morto. Viva o rei” (Nichols, 1980).
No processo terapêutico: Apego. Dificuldade de aceitar as mudanças. Pessoas arraigadas às velhas formas e velhas crenças. Apego a pessoas ou situações. Carregar um cadáver que não tem mais utilidade.

A Temperança“O tema dessa carta associa a temperança à Aquário, o carregador da água, o décimo primeiro signo do zodíaco.” (Nichols, 1980).
No processo terapêutico: Falta de equilíbrio das emoções. Pessoa muito fria ou muito calorosa. Problemas em deixar fluir a vida e resolver, de forma natural, os seus conflitos. Pessoa não consegue ver a saída porque não analisa todas as partes do problema. Problemas circulatórios. Falta de confiança no fluxo da vida. Impaciência.


O Diabo“Chegou o momento de enfrentar o Diabo” (Nichols, 1980).
No processo terapêutico: A não aceitação dos aspectos negativos do Ego como a arrogância, a inveja, a ganância, faz com que acabemos escravos deles. Ser escravizado por sua própria sombra por medo de enfrentá-la. Pode tornar-se uma pessoa malévola para si mesmo, descuidando de si por sentir-se culpado e gerar doenças e tragédias. Abertura de mediunidade não trabalhada, que leva a problemas espirituais. Falta de proteção. Promiscuidade e mau uso da sexualidade.


A Torre“Não há dúvida de que suas mentes e corações também eram tão frios e escuros quanto o seu ambiente e tão firmemente cerrados à possibilidade de uma intervenção milagrosa” (Nichols, 1980).
No processo terapêutico: Preso a padrões mentais destrutivos e antigos. Não consegue se jogar de sua prisão inconsciente. Preso a crenças antigas ou a situações desagradáveis. Pode representar uma pessoa que passou por uma destruição (como tragédias e problemas de saúde) e não consegue se reestruturar do trauma. Falta de fé na intervenção divina e em si mesmo. Falta de autoconfiança.


A Estrela“Não usando nenhuma proteção ou máscara, releva a sua natureza básica” (Nichols, 1980).
No processo terapêutico: Espiritualidade usada para ter poder. Egoísmo. Inflação do ego. Arrogância e falta de preocupação com o outro. Falha nos projetos. Estagnação dos projetos de vida. Confunde aquilo que se é na essência com a sua máscara. Falta de contato consigo mesmo.


A Lua“... o próprio herói está ausente” (Nichols, 1980).
No processo terapêutico: Loucura, depressão profunda. Não consegue enxergar as saídas para nenhum problema. Estado catatônico. Se perder o contato com a consciência, estados psicóticos. Mediunidade se confunde com problemas psiquiátricos. Perda do limite entre a razão e a loucura. Tendência a vícios. Baixa auto-estima. Síndrome do pânico.


O Sol“... onde a vida não é mais um desafio a ser vencido, mas uma experiência a ser desfrutada.” (Nichols, 1980).
No processo terapêutico: Tristeza, aprisionamento do ego, falta de auto-estima e de autoconfiança. Pessoa não consegue ser feliz com o que tem, não consegue ver as pequenas alegrias da vida. Mau humor. Hipocrisia. Critica demasiada. Orgulho. Vaidade.


O Julgamento “O Julgamento dramatiza o momento da ressurreição espiritual de diversas maneiras.” (Nichols, 1980).
No processo terapêutico: Desequilíbrio. Ficar preso na experiência em si e não na sua análise. Resistência a mudanças. Depressão, tristeza e falta de discernimento e senso crítico. Racionalizar demais as emoções ou dramatizar demasiado. Dificuldade de impor limite e dizer não. Culpas.


O Mundo “Chegamos à culminação da longa jornada” (Nichols, 1980).
No processo terapêutico: Falta de elementos no ego. Fracassos acumulados. Pessoa que não consegue concluir o que começou, pois sente que se perdeu. Sensação de estar perdido, de ter esquecido algo no meio do caminho. Problemas de memória. Falta de conscientização. Coloca a culpa de tudo nos outros e não assume a sua responsabilidade. Idealização demasiada das pessoas e das situações.




 O método do tarô terapêutico é de uso e aplicação simples... Separam-se os 22 arcanos maiores do tarô...embaralhe as cartas e concentrando-se, principalmente, no motivo real de seus problemas atuais... puxar uma única carta, ... ou duas ou três cartas...O terapeuta (tarólogo) precisa explicar o máximo sobre a carta em questão e pedir que o consulente faça suas associações com os problemas pelos quais está passando ou conte uma história do que acha que está acontecendo na figura. Assim que terminar o processo, o terapeuta (tarólogo) já saberá em quais aspectos da carta é preciso atuar...

Nota-se também que cada uma das cartas tem mais de uma possibilidade de interpretação. Esse aspecto deve ser levado em conta e procurar encontrar o exato ponto de confluência entre a carta e a história relatada pelo cliente. Assim, pode-se precisar o diagnóstico sem margens de erros. 






Lucia




Classical Tarot ”DellaRocca ”
O Tarô Terapêutico e sua relação com os Florais de St. Germain  

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Método: Cruz Celta do Amor

Este método é uma disposição muito conhecida que utiliza o mais comum posicionamento das cartas do tarô. Dez cartas são usadas, colocadas consecutivamente em um padrão familiar.




Carta 1 - Mostra o problema ou desafio enfrentado pelo consulente.

Carta 2 - Fala dos elementos "amorosos" ou de apoio no caminho do consulente.

Carta 3 - Ensina sobre a habilidade do relacionamento amoroso em se desenvolver.

Carta 4 - Fala das emoções e resíduos do passado.

Carta 5 - Ensina sobre as dificuldades e experiências passadas pelo consulente e que ainda hoje o influenciam.

Carta 6 - Ensina sobre as energias que estão agindo sobre o consulente no presente (energias que não são dele!).

Carta 7 - Fala sobre a impressão geral que o leitor tem do consulente.

Carta 8 - Mostra o modo como o "problema" ou "desafio" encontrado na Carta 1 (geralmente um parceiro) reage à energia do consulente. 

Carta 9 - Fala sobre desafios futuros.

Carta 10 - Indica um "encerramento" ou "novo começo", ou seja, o que se desenvolverá na base do ser do consulente, como resultado das energias e elementos que agiram, e continuam a agir, sobre ele.





Lucia
Tarô do amor - Keren Lewis
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